28-06-2011
Médicos e doentes debateram nas 3ªs
Jornadas de Saúde Termal, realizadas nas
Termas de S. Pedro do Sul, as Curas
Termais na Fibromialgia…
Curas Termais melhoram a qualidade de
vida dos doentes com Fibromialgia
Comunicações da Presidente da MYOS, Dra.
Cristina Sequeira, da Dra. Cândida
Monteiro, Fisiatra e do Diretor Clínico
das Termas de S. Pedro do Sul Aires
Leal, assim como um
testemunho
vivo de uma doente com Fibromialgia que
já fez Curas Termais em S. Pedro do Sul
marcam a Sessão Pública das 3ªs Jornadas
de Saúde Termal…
Termas
de S. Pedro do Sul, 28 de Junho de 2011
-
“O termalismo é uma ciência que
trata única e exclusivamente doenças
crónicas e permite uma melhoria da
sintomatologia da dor”, começou
por sublinhar o Dr. Aires Leal na
sessão pública das 3ªs jornadas de
Saúde Termal, sessão que contou
ainda com as intervenções da
Presidente da Associação Nacional de
Fibromialgia e Síndrome de Fadiga
Crónica (MYOS), Dra. Cristina Sequeira
e da Fisiatra Dra. Cândida Monteiro.
A Fibromialgia é uma doença crónica e
como tal “os efeitos das águas
termais produzem uma diminuição da dor e
um relaxamento muscular e articular do
corpo humano”, segundo o Dr.
Aires Leal, reforçando ainda que “ao
aliviar a dor, as Curas Termais vão
permitir ao doente com Fibromialgia
diminuir a ingestão de
anti-inflamatórios, as idas ao médico na
procura permanente de opiniões sobre as
causas da dor ,a melhoria do psiquismo
e muito importante, da qualidade de
vida”.
Doença reumática, não inflamatória e de
causa desconhecida, eis alguns dos
traços que definem “uma entidade
crónica que obriga a uma abordagem
multidisciplinar”, segundo a
Presidente da MYOS, Dra. Cristina
Sequeira, no que se refere à
entidade patológica cada vez mais em
voga actualmente e que concentra a
preocupação do estudo e diagnóstico do
seu caráter particular e evolutivo. “Decorrente
de vários factores, existem muitos
doentes que necessitam de uma consulta
multidisciplinar, envolvendo médico,
psicólogo e psiquiatra”sublinhou
na sua intervenção a presidente da Myos,
que lembrou ainda que a
Fibromialgia obriga a “uma
terapêutica cognitivo-comportamental”,
sendo “uma doença de ontem e de
hoje, que se manifesta
através de uma incapacidade física e
emocional, atingindo cerca de 2 a 8 por
cento da população, dependendo dos
países. Em Portugal atinge cerca de 3,6%
da população”, referiu.
“É possível controlar a dor, reduzir a
fadiga, melhorar a qualidade do sono”
“É possível controlar a dor,
reduzir a fadiga, melhorar a qualidade
do sono, a capacidade física, ajustar
atitudes quotidianas e existenciais”,
afirmou convicta a Dra. Cândida
Monteiro, Fisiatra. Médica
durante 15 anos numa das Estâncias
Termais de Portugal, testemunha o efeito
benéfico das águas termais na melhoria
da qualidade de vida dos doentes com
Fibromialgia.
Quando se fala no tratamento da
Fibromialgia, as Termas e a Hidroterapia
apresentam-se como uma solução indicada.“As
propriedades químicas da água, a
impulsão, a temperatura e a resistência
hidrodinâmica ajudam e facilitam a
reabilitação, desde que devidamente
doseado, refira-se, prescrito”defendeu
a Dra. Cândida Monteiro.
“É fundamental quebrar três ciclos
viciosos”, concluiu a Dra.
Cândida Monteiro. “O do sono, o da
depressão e da inactividade física
porque isso faz perpetuar as queixas e a
incapacidade e quanto mais incapaz o
doente se sentir, mais catástrofes vê à
sua volta”.
Ana Catarina Lopes, doente de
Fibromialgia com 35 anos: «Durante os
anos em que fiz Termas não tive dores!»
Para além das intervenções
protagonizadas por especialistas em
Curas Termais e na doença e de vários
testemunhos de termalistas , as
Jornadas ficaram marcadas pelo
testemunho de uma doente de Fibromialgia
de 35 anos.
Ana Catarina Duarte Lopes de seu nome,
relatou a sua experiência enquanto
doente de Fibromialgia e
outroraTermalista, transmitindo às
dezenas de pessoas que encheram o
auditório do Balneário Rainha Dª Amélia,
a certeza e convicção da melhoria da
qualidade de vida que as águas termais
lhe proporcionaram no período em que
realizou, durante 4 anos seguidos, Curas
Termais nas Termas de S. Pedro do Sul. “As
Termas fizeram-me muito bem e durante
todos os anos em que fiz Termas não tive
dores reumáticas, dores musculares, nem
nenhuma das outras dores de que sofria.
As Termas são um bom caminho para quem
sofre de Fibromialgia: no meu caso foram
decisivas e por isso aconselho a sua
frequência a todos os que sofrem com
esta doença.” Por razões de
ordem pessoal, a doente ao fim dos 4
anos deixou de fazer Curas Termais,
tendo mais tarde voltado a sofrer com as
dores e limitações da doença. “Atualmente
vou regressar às Termas porque tenho a
certeza que me fizeram muita falta
durante os anos de interregno das Curas
Termais”, afirma Ana Catarina
Lopes, doente com Fibromialgia, um
testemunho importante para todos os
doentes, em particular para os que
sofrem desta patologia que atinge
milhares de pessoas em Portugal.